Presidente do Paraguai, Santiago Peña, renuncia em meio à crise do Ueno Bank
Renúncia anunciada em vídeo aguarda aprovação do Congresso enquanto colapso bancário afeta cerca de 3 milhões de clientes

Na quinta‑feira (5), o presidente do Paraguai, Santiago Peña, comunicou sua renúncia em vídeo nas redes sociais, alegando a necessidade de preservar a estabilidade política e social após a crise bancária provocada pelo colapso do Ueno Bank, que afetou cerca de 3 milhões de clientes, segundo o comunicado divulgado nas redes.
Intervenção no Ueno Bank
O Banco Central do Paraguai interveio na instituição após identificar problemas de solvência, limitando o acesso dos clientes a aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos, inclusive fundos previdenciários, de acordo com informações do Banco Central.
A renúncia ainda depende de aprovação formal pelo Congresso; se aceita, o vice‑presidente Pedro Alliana assumirá o cargo e concluirá o mandato previsto para 2028, informou a imprensa local.
Acusações e protestos
Parlamentares da oposição apresentaram acusações de conflitos de interesse e uso irregular de recursos previdenciários ligados ao Ueno Bank, alegando que Peña foi acionista do Grupo Vázquez até março de 2025, conforme declarações de membros da oposição.
A crise gerou manifestações populares e abriu processo de impeachment contra o presidente, intensificando a pressão política que culminou na decisão de renunciar, reportado por observadores políticos.
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