Fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA gera críticas e sinais de descolamento em reduto bolsonarista
Em Santa Catarina, estado com média de 70% de votos para o grupo nas últimas eleições, aliados avaliam o impacto da saída do senador após a derrota presidencial.

Quatro dias após a derrota presidencial, a decisão de Flávio Bolsonaro de se mudar para os Estados Unidos gerou uma onda de críticas entre aliados e apoiadores da direita. A movimentação, ocorrida no mesmo período em que o senador recebeu quase 60 milhões de votos, é vista por analistas como um fator de aceleração no desgaste do capital político da família Bolsonaro.
Impacto em Santa Catarina
O efeito da fuga é perceptível em Santa Catarina, um dos principais redutos do bolsonarismo no país, onde o grupo obteve média de 70% dos votos nas três últimas eleições presidenciais. Segundo a apuração, surgem sinais de um possível descolamento político da família Bolsonaro no estado, sem que isso implique necessariamente um afastamento das pautas conservadoras pela base eleitoral.
Reação do Executivo Estadual
O governador Jorginho Mello (PL), reeleito com mais de 68% dos votos, publicou um vídeo nas redes sociais destacando a expressiva votação de Flávio no estado. No pronunciamento, o gestor adotou um tom conciliador, afirmando que “não é hora de aprofundar feridas, mas sim curá-las”, e reiterou seu compromisso com as instituições e o resultado final das urnas.
A situação ocorre em um contexto de renovação parcial da representação bolsonarista no Congresso, com a eleição de Carlos Bolsonaro para o Senado e de Jair Renan para a Câmara dos Deputados. A análise aponta que, apesar da manutenção de nomes da família em cargos legislativos, a saída de Flávio para o exterior marca um ponto de inflexão na relação entre a liderança conservadora e sua base mais fiel.
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