Argentina teria intermediado fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA, segundo imprensa local
Intervenção da Casa Rosada ocorre em meio a tensões diplomáticas após derrota eleitoral e investigações na PF
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Intervenção diplomática
A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil para os Estados Unidos contou com a intermediação da presidência argentina, segundo relatos da imprensa local. A Casa Rosada teria atuado para facilitar a operação do voo que levou o senador a Miami, na Flórida. Meios de comunicação do país vizinho informam que Santiago Caputo, assessor de Javier Milei, viajou a Foz do Iguaçu para supervisionar o embarque do político e de sua família.
Flávio Bolsonaro deixou o país acompanhado da esposa e das duas filhas após ser intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes. A decisão ocorreu logo após a derrota nas eleições de domingo, 25, para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por uma margem superior a quatro milhões de votos. O senador é alvo de dois inquéritos que investigam lavagem de dinheiro e evasão de divisas, acusações que ele nega publicamente.
Tensões bilaterais
O episódio agrava o clima de tensão nas relações entre Brasília e Buenos Aires. O governo argentino não emitiu reconhecimento formal à reeleição de Lula, limitando-se a declarar que 'tomou nota' dos resultados do segundo turno. O porta-voz da Casa Rosada justificou a postura como reciprocidade, argumentando que não houve gestos pessoais de Lula para cumprimentar Milei após a vitória deste em 2023.
Em discurso divulgado na quarta-feira, 28, Flávio Bolsonaro agradeceu a Milei 'pela coragem e senso de justiça'. A declaração ocorre em um momento delicado para a diplomacia regional, marcado anteriormente por declarações do presidente argentino chamando Lula de 'ladrão' e pelo apoio público de Milei ao candidato derrotado do PL.
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