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CIÊNCIA E ESPAÇO

James Webb identifica galáxia anelar distante que pode ter surgido de colisão no Universo primordial

Estudo publicado na Astronomy & Astrophysics aponta que a estrutura GS18660, vista como era 2,1 bilhões de anos após o Big Bang, exibe sinais de impacto entre corpos celestes.

Waesy
Rodrigo Mozelli
•01 de novembro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada
James Webb identifica galáxia anelar distante que pode ter surgido de colisão no Universo primordial
Foto: Rodrigo Mozelli

Identificação da estrutura

O telescópio espacial James Webb identificou a galáxia em forma de anel mais distante já observada. Batizada de GS18660, a estrutura aparece como era cerca de 2,1 bilhões de anos após o Big Bang. Segundo um estudo publicado em 8 de setembro na revista científica Astronomy & Astrophysics, diferentes evidências indicam que a formação do anel pode ter sido desencadeada por uma colisão entre duas galáxias no Universo primordial.

Processo de observação

A GS18660 foi selecionada para observação detalhada porque imagens anteriores do telescópio espacial Hubble mostravam uma estrutura alongada. Os pesquisadores não buscavam especificamente uma galáxia anelar. Foi somente com as observações do James Webb, utilizando o instrumento NIRSpec, que a estrutura circular ficou evidente. Os cientistas conseguiram investigar a forma da galáxia em três dimensões, acompanhar os movimentos do gás quente, analisar sua composição química e estudar a história de formação de estrelas.

Estimativas de tempo e massa

Os dados coletados ajudaram a estimar quando a possível colisão aconteceu. De acordo com os cálculos da equipe, o evento teria ocorrido entre 17 milhões e 42 milhões de anos antes do período observado. Os pesquisadores estimam ainda que entre 10% e 20% da massa estelar da região do anel tenha se formado nas últimas dezenas de milhões de anos, o que reforça a possibilidade de que o impacto tenha desencadeado um episódio intenso de formação de estrelas.

A hipótese da colisão, no entanto, ainda não foi confirmada. Os pesquisadores consideram o impacto a explicação mais provável, mas reconhecem que outras possibilidades precisam ser investigadas. Nenhum dos sinais observados comprova isoladamente que houve uma colisão. A interpretação se apoia no conjunto de características da galáxia, incluindo o anel, a presença de uma companheira e a ponte de gás entre os objetos.

Fonte original: Rodrigo MozelliVer notícia na íntegra
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