Flávio Bolsonaro chega a Miami após derrota no 2º turno, diz O Globo
Viagem ocorreu dois dias após pleito e apesar de ordem do STF que proibia saída do país e exigia entrega de passaporte.
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O ex-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) chegou a Miami, nos Estados Unidos, nesta terça-feira, 27, e foi recebido pelo irmão, Eduardo Bolsonaro, que teria articulado a operação junto a autoridades americanas, segundo informações do jornal O Globo. A viagem ocorreu dois dias após a derrota de Flávio para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, realizado no domingo, 25.
Ordem judicial e logística
O deslocamento de Flávio Bolsonaro aconteceu apesar de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibia o ex-candidato de deixar o Brasil e determinava a entrega dos passaportes em 24 horas. Eduardo Bolsonaro, que reside no Texas, viajou para a Flórida com a esposa e os filhos para recepcionar o irmão e sua família. Ele vive nos Estados Unidos desde o ano passado, quando se mudou para pressionar o presidente Donald Trump a ajudar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por conspiração para um golpe de Estado.
Reação de aliados
Rogério Marinho, ex-coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, foi o último aliado a ter contato com o ex-candidato antes da viagem. Em conversa com jornalistas nesta terça-feira, Marinho afirmou estar surpreso com o ocorrido. Ele relatou que recebeu uma mensagem de Flávio por volta das 8h (horário de Brasília), na qual o ex-candidato dizia precisar "dar um tempo". Após a mensagem, Flávio ficou incomunicável.
"Nós não tivemos notícia ainda por parte do Flávio e advogados do que de fato aconteceu. Tentamos contatar o Flávio após as informações. Recebi uma mensagem dizendo que iria dar um tempo hoje e depois conversaria conosco, por volta das 8h da manhã. Estamos surpresos porque conversamos ontem sobre a necessidade para que Flávio assumisse esse papel de liderança da oposição", disse Marinho. Segundo a Bloomberg, um funcionário do Departamento de Estado dos EUA afirmou que o governo americano concederá vistos ao senador e à família.
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