PCO classifica ações do STF contra Flávio Bolsonaro como perseguição política
Presidente do partido de extrema-esquerda aponta motivação eleitoral e disputa de poder no Judiciário, citando a celeridade das medidas contra o senador.
O Partido da Causa Operária (PCO), legenda de orientação marxista e trotskista, emitiu nota nesta terça-feira (27) em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL). O presidente nacional da sigla, Rui Costa Pimenta, classificou as medidas judiciais tomadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como uma perseguição política contra o parlamentar, que se encontra nos Estados Unidos.
Argumentação sobre disputa de poder
Segundo Pimenta, a ofensiva judicial não visa a proteção das instituições democráticas, mas sim o capital político do grupo bolsonarista. Em declaração, o líder do PCO afirmou que a perseguição ocorre porque Flávio Bolsonaro obteve quase 60 milhões de votos e possui uma bancada expressiva no Senado e na Câmara, o que, na visão do partido, poderia viabilizar o impeachment de determinados ministros do STF.
Celeridade das medidas
A análise do PCO também questionou a rapidez dos procedimentos no caso. O partido apontou que o pedido da Polícia Federal para a apreensão do passaporte do senador e a autorização concedida pelo ministro Alexandre de Moraes ocorreram na mesma noite, o que, para a legenda, reforça a tese de uma ação coordenada e apressada contra o político.
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