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Crise no banco digital Ueno leva à renúncia do presidente do Banco Central do Paraguai

Investigação criminal e queda no índice de solvência da instituição pressionam governo de Santiago Peña e ameaçam fluxo de capital estrangeiro no país.

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g1.globo.com
•04 de novembro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada
Crise no banco digital Ueno leva à renúncia do presidente do Banco Central do Paraguai
Foto: g1.globo.com

Renúncia e impacto institucional

A crise envolvendo o banco digital Ueno, que possui cerca de 3 milhões de clientes no Paraguai, resultou na renúncia de Carlos Carvallo, presidente do Banco Central do país, nesta terça-feira (3). A saída do dirigente aumenta a pressão sobre o governo do presidente Santiago Peña, segundo informações apuradas pelo g1.

Indicadores financeiros e investigações

Maior emissora de cartões de crédito do Paraguai, a instituição enfrenta problemas financeiros e é alvo de investigações. Após ajustes em seus balanços, o índice de solvência do banco, que mede a capacidade de pagamento, caiu para menos da metade do mínimo exigido, conforme dados divulgados.

Ações regulatórias e judiciais

Diante da situação, o Banco Central iniciou um procedimento para proteger os depositantes e limitar possíveis impactos sobre o sistema financeiro. O Ministério Público também pediu a abertura de uma investigação criminal sobre o caso e determinou a prisão de oito pessoas ligadas ao Ueno.

Vínculos políticos e fiscalização

Nos últimos meses, o banco vinha sob maior fiscalização, com órgãos reguladores investigando se o Ueno havia financiado indiretamente a venda de uma carteira de ativos de uma empresa ligada ao Grupo Vázquez, seu controlador. O banco negava a operação. O caso trouxe desgaste para o governo de Peña, que ameaça a reputação do Paraguai como destino emergente para capital estrangeiro, grande parte proveniente do Brasil.

O presidente paraguaio pediu a renúncia de Carvallo, que comandou o próprio Ueno até agosto de 2023. Tanto ele quanto o Banco Central vinham sendo criticados por parlamentares pela supervisão da instituição. Santiago Peña também teve ligação com o grupo controlador do Ueno, do qual foi sócio até março de 2025.

Fonte original: g1.globo.comVer notícia na íntegra
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