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BYD inicia produção integral no Brasil e mira compra de porto da Ford na Bahia

Montadora chinesa planeja concluir testes industriais até novembro e expandir capacidade de exportação com aquisição de infraestrutura portuária em Candeias.

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Rodrigo Mozelli
•04 de novembro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada
BYD inicia produção integral no Brasil e mira compra de porto da Ford na Bahia
Foto: Rodrigo Mozelli

Produção local

A BYD prevê iniciar até dezembro a produção de veículos com etapas industriais realizadas integralmente no Brasil, um ano após a inauguração de sua fábrica em Camaçari (BA). Os planos foram apresentados nesta quinta-feira (29) durante coletiva na Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), em Salvador. Segundo Alexandre Baldy, vice-presidente da fábrica, os complexos de estamparia, soldagem e pintura já estão em fase de testes, com conclusão esperada para novembro.

Modelo e custos

O primeiro modelo a passar pelo processo completo será o Atto 2, um híbrido plug-in que combina motor elétrico e motor a combustão, compatível com gasolina e etanol. O veículo está disponível no mercado com preços entre R$ 149.990 e R$ 166.660. A ampliação das etapas de fabricação no país também visa atender às exigências de conteúdo local, como as regras do Mercosul, que determinam que pelo menos 35% do produto tenha componentes locais.

Infraestrutura e exportação

Anteriormente, os veículos chegavam da China pré-montados, sendo instalados apenas componentes essenciais, como motor e pneus, na unidade baiana. Com as novas estruturas, a maior parte do processo industrial será realizada no Brasil. A montadora também demonstrou interesse em adquirir o antigo porto da Ford, em Candeias (BA), para ampliar sua capacidade de exportação.

Atualmente, a fábrica produz cerca de 700 veículos por dia, incluindo os modelos Dolphin Mini, Song Pro, Atto 2 e King. A instalação é o maior polo da BYD fora da China, com investimento de R$ 11 bilhões e área construída de cerca de um milhão de metros quadrados. A empresa informa que a expectativa é dobrar o tamanho da estrutura nos próximos anos.

Fonte original: Rodrigo MozelliVer notícia na íntegra
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