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Anthropic prepara IPO que pode valer US$ 2 trilhões e tornar fundadores bilionários

Sete ex-executivos da OpenAI fundaram a empresa em 2021 após divergências sobre segurança em IA; oferta pública inicial pode ser a maior da história.

Waesy
Rodrigo Mozelli
•31 de outubro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada
Anthropic prepara IPO que pode valer US$ 2 trilhões e tornar fundadores bilionários
Foto: Rodrigo Mozelli

Sete ex-funcionários da OpenAI deixaram a empresa em 2021 para fundar a Anthropic, desenvolvedora do chatbot Claude. Cinco anos após a separação, a startup se prepara para uma possível abertura de capital que pode avaliá-la em US$ 2 trilhões (cerca de R$ 10,8 trilhões), tornando-se a maior oferta pública inicial de ações (IPO) da história, segundo o The New York Times.

Origem e divergências técnicas

A saída dos fundadores da OpenAI foi motivada por divergências sobre como desenvolver inteligência artificial com segurança. Desde então, o grupo construiu uma empresa que se tornou uma das principais concorrentes da antiga empregadora. Entre os fundadores estão executivos responsáveis pela administração, pela pesquisa científica, pela infraestrutura computacional e pela análise dos riscos e do funcionamento dos sistemas de IA.

Perfil do CEO

Dario Amodei, de 43 anos, é o diretor-executivo da Anthropic e está no centro das discussões sobre segurança e controle da IA. Nos últimos anos, ele entrou em conflito com autoridades do governo dos Estados Unidos sobre o uso de IA em armas letais autônomas e sistemas de vigilância doméstica em larga escala. Em setembro, Amodei defendeu a desaceleração global do desenvolvimento da tecnologia e, semanas depois, participou de um jantar privado com Donald Trump e de um almoço na Casa Branca com outros líderes do setor.

Trajetória acadêmica e profissional

A trajetória de Amodei começou com estudos de física no Instituto de Tecnologia da Califórnia, antes de concluir a graduação em Stanford. Ele fez doutorado em biofísica e neurociência computacional em Princeton e trabalhou com pesquisas voltadas ao diagnóstico e ao tratamento do câncer. Em 2014, ingressou na empresa chinesa Baidu como pesquisador, passou pelo Google e entrou na OpenAI em 2016, onde ocupou cargos de pesquisa e participou do desenvolvimento de grandes modelos de linguagem, como GPT-2 e GPT-3.

Segundo o The New York Times, uma eventual abertura de capital nessa escala poderia transformar os sete fundadores em bilionários. O resultado, porém, dependerá da avaliação efetiva da empresa e da participação acionária de cada um dos sócios.

Fonte original: Rodrigo MozelliVer notícia na íntegra
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