Anac exige contrato de base fixa para uso de slots em Congonhas
Nova regra visa eliminar mercado paralelo de horários e garantir suporte em solo para operações de aviação geral no terminal paulistano.
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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determinou novas regras para a negociação e utilização de slots no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A medida, que passa a valer a partir de outubro, exige que operadores de aviação geral contratem um provedor de serviços de base fixa antes de solicitar os horários de operação. O objetivo é combater um mercado paralelo que, segundo a agência, afeta a competitividade para a entrada de novas empresas aéreas.
Exigência de suporte em solo
Antes de definir uma rota, a aeronave deverá ter um contrato estabelecido com uma empresa terceirizada responsável pelo estacionamento, limpeza e segurança. De acordo com a Anac, a exigência busca assegurar que as operações possuam atendimento em solo contratado com antecedência, reduzindo o risco de impactos na movimentação aérea causados por indisponibilidade de serviços ou falta de suporte.
Limitações operacionais do terminal
O Aeroporto de Congonhas opera apenas entre 6h e 23h devido à densidade populacional da região, totalizando 17 horas operacionais diárias. Atualmente, o terminal dispõe de 44 slots por hora, sendo 36 destinados à aviação comercial, quatro para a aviação geral (jatos executivos, táxis aéreos e ambulâncias) e o restante reservado para manutenções e manobras internas. A restrição de horários reduz a disponibilidade para empresas interessadas em operar no local.
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