'Governo dá com uma mão e tira com as duas', diz analista sobre tributação de LCA
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César H. S. Rezende Repórter de agro e macroeconomia
Publicado em 29 de outubro de 2026 às 17h17 .
Priorizar nos meus resultados Google A possibilidade de tributar instrumentos de financiamento do agronegócio, como as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), pode encarecer ainda mais o crédito rural em um cenário de juros elevados e pressão sobre os custos de produção.
A proposta voltou a ser discutida pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca alternativas para aumentar a arrecadação. Segundo reportagem do jornal O Globo, divulgada na quarta-feira, 29, o Executivo estuda cobrar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre investimentos atualmente isentos de Imposto de Renda (IR).
A medida incluiria Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) , Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e debêntures incentivadas. Atualmente, esses investimentos têm alíquota zero de IOF.
Não é a primeira tentativa do governo de tributar esses títulos. Em junho de 2025, o Executivo tentou instituir uma alíquota de 5% de IR sobre os rendimentos de novas emissões a partir de janeiro de 2026. A estimativa era arrecadar R$ 2,6 bilhões naquele ano .
A medida provisória (MP) também previa mudanças na tributação das apostas esportivas, conhecidas como bets , e dos juros sobre capital próprio (JCP), com impacto total estimado em R$ 20,6 bilhões .
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