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Unica apresenta plano em quatro frentes para expandir etanol brasileiro no exterior

Estratégia busca abrir mercados na Ásia e América Latina e atuar em regulações internacionais de transportes e energias renováveis.

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Redação Digital
•01 de novembro de 2026•2 min de leitura•Fonte Verificada
Unica apresenta plano em quatro frentes para expandir etanol brasileiro no exterior
Foto: Redação Digital

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) detalhou nesta terça-feira (27), em São Paulo, uma estratégia internacional em quatro frentes para ampliar a presença dos biocombustíveis brasileiros no exterior. O plano foi apresentado pelo diretor de Estratégia e Novos Negócios da entidade, Eduardo Leão, durante a 26ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol.

Abertura de mercados e regulação

A primeira frente da estratégia visa a abertura de mercados para misturas de etanol, com atenção a Índia, Japão e nações da Ásia e da América Latina. A segunda prevê atuação nas discussões sobre regulações internacionais, incluindo regras para os transportes aéreo e marítimo e a diretiva de energias renováveis da União Europeia. Segundo Leão, esse trabalho exige articulação entre o setor privado e o governo brasileiro, com participação de instituições como a Marinha e o Ministério das Relações Exteriores.

Debate global e parcerias

O terceiro pilar do plano é fortalecer a voz do Brasil no debate global, com comunicação baseada em evidências científicas. O quarto consiste em identificar e ampliar parcerias estratégicas com outros países e instituições. De acordo com o executivo, a estratégia busca aproveitar fatores que sustentam a procura por alternativas aos combustíveis fósseis, entre eles a segurança energética, a necessidade de reduzir emissões de gases de efeito estufa e o avanço das regulações ambientais.

Emissões e segurança energética

Leão afirmou que o setor de transportes responde por cerca de 23% das emissões globais, das quais aproximadamente 16% estão ligadas ao transporte terrestre. Na avaliação dele, o enfrentamento do aquecimento global passa pela redução das emissões desse segmento, com espaço para a ampliação do uso de biocombustíveis. O diretor também citou a segurança energética como oportunidade para o Brasil, diante dos riscos de interrupção no abastecimento de petróleo e da volatilidade dos preços dos combustíveis fósseis, mencionando as tensões em torno do Estreito de Ormuz como exemplo de vulnerabilidade do mercado global.

Desafios comerciais

Ao tratar da expansão internacional dos biocombustíveis, Leão apontou obstáculos ligados ao protecionismo e aos subsídios concedidos por outros países. Nesse contexto, defendeu a continuidade do multilateralismo e o fortalecimento das instituições voltadas à regulação do comércio internacional.

Fonte original: Redação DigitalVer notícia na íntegra
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