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UBS vê mercado cético com vitória de Lula e cobra sinais concretos de ajuste fiscal

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Rebecca Crepaldi
•30 de outubro de 2026•6 min de leitura•Fonte Verificada
UBS vê mercado cético com vitória de Lula e cobra sinais concretos de ajuste fiscal
Foto: Rebecca Crepaldi

Rebecca Crepaldi Repórter de finanças

Publicado em 26 de outubro de 2026 às 11h48 .

Priorizar nos meus resultados Google Os investidores devem continuar céticos em relação aos ativos brasileiros após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) , segundo relatório do UBS divulgado nesta segunda-feira, 26. Para o banco, o governo precisará apresentar evidências concretas de compromisso com o ajuste fiscal antes que o mercado considere rever suas avaliações sobre a economia brasileira.

Na avaliação dos analistas, ainda não há medidas concretas de ajuste fiscal suficientes para justificar a valorização dos ativos brasileiros observada desde o primeiro turno das eleições. O banco espera, por isso, que a Bolsa, o real e os rendimentos dos títulos retornem a níveis próximos aos registrados antes daquela etapa da votação, com a possibilidade de um desempenho ainda pior temporariamente.

O relatório destaca que a alta recente dos ativos foi impulsionada pela expectativa de um governo mais favorável ao mercado e de um programa rápido e robusto de consolidação fiscal. A vitória de Lula, segundo o UBS, implica uma trajetória diferente.

Embora o ministro da Fazenda, Dario Durigan, tenha sinalizado um pacote de consolidação fiscal antes da eleição, a campanha acrescentou compromissos expressivos de gastos após o primeiro turno. Para o banco, essa combinação tornou mais difícil demonstrar que o governo conseguirá equilibrar suas promessas com a necessidade de ajuste das contas públicas.

O UBS avalia que o ônus da prova agora está com o governo. Como Lula inicia um novo mandato à frente do Executivo, os investidores podem preferir esperar por novos sinais do ministro da Fazenda antes de reavaliar os ativos brasileiros com base na possibilidade de uma correção de rumo do déficit orçamentário.

Fonte original: Rebecca CrepaldiVer notícia na íntegra
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