ShinyHunters explorou três falhas combinadas em ataque inédito a servidores Oracle
Campanha entre maio e junho atingiu universidades e redes globais de saúde e tecnologia, permitindo acesso remoto sem autenticação.

Mecanismo da vulnerabilidade
O grupo ShinyHunters explorou uma falha no sistema Oracle PeopleSoft que, segundo Bobby Gould, pesquisador do Zero Day Initiative (ZDI), resulta da união de três vulnerabilidades distintas. Identificada como CVE-2026-35273, a brecha possui pontuação de gravidade 9,8 e permite que invasores assumam o controle de servidores afetados sem a necessidade de senha ou login. O relatório técnico da ZDI, publicado nesta terça-feira (27), detalha que o problema inicia-se quando um recurso de integração aceita endereços externos sem verificação adequada, redirecionando o tráfego para a máquina interna do servidor e permitindo a execução de códigos maliciosos.
Alvos e cronologia
Documentos da Mandiant e do Google Threat Intelligence Group indicam que a campanha de exploração ocorreu entre maio e junho. As instituições de ensino superior foram os primeiros alvos, seguida da expansão para dezenas de redes globais nos setores de tecnologia, saúde e transporte. Os invasores utilizaram táticas de desvio de regras de segurança por meio de codificação de caracteres e instalaram ferramentas de acesso remoto para roubar dados e aplicar extorsões, conforme apontado pelas equipes de inteligência.
Resposta da Oracle e recomendações
A Oracle lançou uma atualização de emergência em junho para corrigir a falha nas versões 8.61 e 8.62 do PeopleSoft Enterprise PeopleTools. Analistas da Mandiant e pesquisadores do ZDI afirmam que a instalação imediata do pacote de correção é indispensável. A Mandiant enfatizou em diretrizes oficiais que regras de bloqueio em firewalls de aplicação web não substituem a aplicação da correção oficial disponibilizada pela fabricante.
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