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ECONOMIA AGRÍCOLA

Recuperação judicial no agro cai 20,7% no 2º trimestre, aponta Serasa

Mato Grosso lidera ranking com 107 casos, enquanto soja e pecuária concentram maior parte das solicitações entre pessoas jurídicas.

Waesy
Redação Digital
•27 de outubro de 2026•2 min de leitura•Fonte Verificada

Redução nos pedidos

Os pedidos de recuperação judicial no agronegócio recuaram 20,7% no segundo trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo levantamento da Serasa Experian. Entre abril e junho, foram registrados 448 processos. Especialistas consultados pela reportagem alertam que a redução não indica necessariamente uma melhora nas finanças dos produtores, que continuam enfrentando desafios de endividamento.

Distribuição regional

Mato Grosso liderou o ranking de pedidos de recuperação judicial no período, com 107 registros. Os estados de Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Paraná também se destacaram, somando juntos 80% dos pedidos nacionais. A concentração geográfica reflete a estrutura produtiva e a exposição ao risco de crédito nessas regiões.

Perfil das atividades

Entre os produtores rurais que atuam como pessoa jurídica, os pedidos de recuperação judicial caíram 34,2%. A soja foi a atividade com o maior número de solicitações, totalizando 70 pedidos, seguida pela pecuária bovina, com 28 casos. Instituições financeiras, como o Banco do Brasil, têm oferecido alternativas para alongamento de dívidas, conforme apontado no levantamento.

A previsão de receita insuficiente para cobrir despesas ou custear a próxima safra é apontada como um dos principais sinais de alerta para os produtores. A recuperação judicial é considerada uma alternativa viável, mas especialistas recomendam a avaliação prévia da situação financeira antes da formalização do pedido.

Fonte original: Redação DigitalVer notícia na íntegra
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