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Polilaminina: Anvisa limita acesso a tratamento experimental após registro de nove mortes

Mais pesquisados: EXAME - Negócios, Economia, Tecnologia e Carreira Assinar Entrar Ciência Polilaminina: Anvisa limita acesso a tratamento experimental após registro de nove mortes Uso compassivo passa a seguir os critérios da pesquisa clínica Anvisa restringe

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Mateus Omena
•27 de outubro de 2026•6 min de leitura•Fonte Verificada
Polilaminina: Anvisa limita acesso a tratamento experimental após registro de nove mortes
Foto: Mateus Omena

Publicado em 22 de outubro de 2026 às 19h29 .

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Anvisa Saiba mais A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) restringiu o acesso à polilaminina por uso compassivo após receber notificações de nove mortes entre pacientes que receberam a substância nessa modalidade. O produto, desenvolvido para tratar lesões na medula espinhal, permanece em fase de pesquisa clínica. A farmacêutica Cristália afirma que as investigações não identificaram relação entre os óbitos e o tratamento.

Com a mudança, as autorizações passam a seguir os critérios do estudo clínico aprovado pela agência: somente pacientes com lesões medulares de até 72 horas, entre as vértebras T2 e T10 , poderão receber a substância. Antes, os pedidos de uso compassivo não precisavam atender a essas condições.

Segundo a Anvisa , as permissões fora desses critérios foram concedidas antes da aprovação do estudo ou em cumprimento a decisões judiciais.

Entre janeiro e março de 2026, a Cristália, responsável pelo fornecimento da polilaminina e pela condução dos testes, comunicou cinco mortes de pacientes tratados fora das condições previstas na pesquisa. Outras quatro foram notificadas posteriormente. Ao todo, a agência registrou nove óbitos em 119 aplicações por uso compassivo.

Embora os pacientes dessa modalidade não sejam acompanhados pela farmacêutica nem pelos pesquisadores, a Cristália informa que sua equipe de farmacovigilância investigou as mortes e concluiu que nenhuma teve relação com a polilaminina.

O uso compassivo permite que pacientes com doenças graves e potencialmente fatais recebam um medicamento em desenvolvimento quando não existem alternativas terapêuticas melhores e não é possível participar dos estudos clínicos.

Fonte original: Mateus OmenaVer notícia na íntegra
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