Polícia Civil encontra contradições no caso da criança que fugiu de creche em Florianópolis e decide ouvir testemunhas novamente
28/10/2026 17h41 • Atualizado há 5 dias

Paralelamente, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou uma apuração oficial sobre o episódio, que ocorre no mesmo momento em que a prefeitura confirma a redistribuição de alunos de outra creche municipal da região central.
De acordo com apuração da reportagem junto à Polícia Civil, as declarações colhidas inicialmente no Central de Plantão Policial (CPP) divergiram do que foi registrado pelas câmeras de monitoramento da creche. Diante do conflito de versões, a delegada responsável pelo inquérito determinou que testemunhas, docentes, monitoras e a direção da unidade prestem novos depoimentos.
Além das escutas, a autoridade policial fará uma visita técnica ao NEIM Celso Ramos para compreender a dinâmica do local, analisar os pontos de acesso e verificar como a criança conseguiu sair sem ser notada.
A 9ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital confirmou a instauração, de ofício, de uma Notícia de Fato. O procedimento do MPSC busca esclarecer as circunstâncias do ocorrido, apurar a falha no controle do portão e avaliar a necessidade de adotar medidas administrativas ou judiciais para garantir a segurança das crianças matriculadas.
O caso ocorreu no início do mês, quando a criança de três anos deixou a unidade sozinha e foi encontrada por uma conhecida da família caminhando em uma via movimentada do Centro . A prefeitura também mantém um processo administrativo na Controladoria-Geral do Município para apurar a conduta de servidores e terceirizados.
A apuração sobre as falhas de segurança no NEIM Celso Ramos coincide com uma reestruturação na rede municipal de ensino da região central. Em nota enviada à reportagem, a Prefeitura de Florianópolis confirmou que, a partir de 2027, as crianças do NEIM Bem-Te-Vi serão rematriculadas em outras unidades do Centro.
A administração municipal justificou que a decisão visa proporcionar uma estrutura mais qualificada e reordenar a demanda na região, que atualmente dispõe de 140 vagas ociosas. O prédio histórico da Avenida Rio Branco conta com apenas três salas de atendimento e um pequeno parque sem área verde.
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