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PL vira maior bancada e direita atinge quórum de PECs no novo Congresso

Com 49 senadores de partidos de direita e 121 deputados do PL, o novo Legislativo impõe cenário de negociação intensa para o governo Lula a partir de 2027.

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Diego Pavão
•30 de outubro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada
PL vira maior bancada e direita atinge quórum de PECs no novo Congresso
Foto: Diego Pavão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu a eleição presidencial de 2026, derrotando Flávio Bolsonaro no segundo turno, mas enfrenta um cenário legislativo desafiador para o próximo mandato. A composição do novo Congresso, eleita em outubro de 2026, altera a dinâmica de poder no Legislativo, com a direita alcançando posições estratégicas em ambas as Casas.

Composição do Senado

No Senado Federal, os partidos de direita elegeram 49 dos 81 senadores, segundo dados da apuração. Esse número corresponde exatamente a três quintos do total de cadeiras, quórum qualificado necessário para a aprovação de Propostas de Emenda à Constituição (PECs). O Partido Liberal (PL) formou a maior bancada da Casa, com 28 cadeiras, enquanto o Partido dos Trabalhadores (PT) elegeu 9 senadores.

Bancadas na Câmara

Na Câmara dos Deputados, o PL também consolidou a maior bancada, alcançando 121 deputados. O União Brasil elegeu 46 parlamentares e o partido Novo, 10. O PT registrou 70 deputados, firmando-se como a segunda maior bancada da Casa. A distribuição das cadeiras indica que a aprovação de pautas governamentais dependerá de acordos com partidos de oposição e centro.

O presidente Lula reconheceu a dificuldade do cenário ao se dirigir a apoiadores e à imprensa em São Paulo após a vitória. "Já tem gente falando que o Lula vai ter muita dificuldade para governar porque o Congresso está muito conservador. Eu não escolhi o Congresso, foi o povo que escolheu e é com ele que eu vou votar, vou trabalhar e vou aprovar as coisas", afirmou o presidente.

A estrutura do novo Legislativo impacta diretamente a capacidade de indicação de cargos públicos. O Senado é responsável por aprovar nomeações para o Supremo Tribunal Federal (STF), embaixadas e autarquias, como o Banco Central. A proximidade numérica entre as bancadas de direita e a necessidade de quóruns qualificados exigirão negociação constante por parte do Executivo para aprovar indicações e pautas prioritárias.

Fonte original: Diego PavãoVer notícia na íntegra
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