Pesquisa aponta que 43% dos candidatos ocultam conquistas no currículo por medo de parecer qualificados demais
Levantamento da Monster com 1.001 adultos nos EUA revela que 57% removeriam experiências para aumentar chances de contratação, citando receio de insatisfação ou salários altos.
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Uma pesquisa realizada pela plataforma de empregos Monster com 1.001 adultos nos Estados Unidos indicou que 43% dos candidatos já apagaram ou minimizaram informações do próprio currículo, como experiências antigas, anos de carreira, conquistas, diplomas e cargos de liderança. O motivo declarado para essa prática é o medo de parecer qualificado demais para a função pretendida.
A disposição para ocultar informações vai além de quem já praticou a autocensura. Segundo o levantamento, outros 57% dos entrevistados afirmaram que removeriam experiências do currículo se isso dobrasse as chances de contratação. O item mais frequentemente omitido é o mais antigo: 18% dos participantes já retiraram do documento os primeiros empregos da carreira, além de datas de formatura, diplomas de pós-graduação e cargos seniores.
Percepção sobre o recrutador
A decisão de ocultar dados parte de uma leitura sobre as expectativas de quem contrata. Para 36% dos entrevistados, os recrutadores temem que o candidato muito qualificado se entedie e saia na primeira oportunidade melhor. Outros 35% acreditam que mais experiência é associada a pedidos salariais maiores. Há ainda 13% que acham que o gestor pode se sentir ameaçado por um currículo mais robusto que o dele.
Rejeições por excesso de qualificação
A desconfiança dos candidatos tem base em experiências relatadas. Pouco mais de 20% dos participantes disseram ter ouvido de forma explícita que foram rejeitados por ter experiência demais para o cargo. Outros 19% afirmaram ter indícios fortes de que esse foi o motivo da recusa. Somados, 4 em cada 10 entrevistados acreditam já ter perdido uma vaga por excesso de qualificação.
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