Juros altos e endividamento devem levar empresas a 'sobrevivência' em 2027, afirma Thiago Nigro
Empresário aponta que crédito caro e falta de previsibilidade macroeconômica exigirão eficiência operacional e proteção do caixa para pequenos e médios negócios no próximo ano.
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Projeção para o próximo ano
O empresário Thiago Nigro, conhecido por seu trabalho com finanças, afirmou que 2027 será um ano de sobrevivência para as empresas no Brasil. A avaliação considera o impacto de juros elevados, o aumento do endividamento corporativo e a ausência de previsibilidade no cenário econômico, fatores que, segundo ele, pressionam as margens de lucro e limitam o crescimento de pequenos e médios negócios.
Desafios operacionais
De acordo com Nigro, o ambiente de crédito caro obriga o empresário a fazer mais com menos. A combinação de dívidas que pressionam o caixa e custos operacionais que reduzem as margens cria um cenário desafiador para a expansão. A incerteza sobre as futuras regras econômicas, por sua vez, complica o planejamento estratégico e as decisões de investimento das companhias.
Estratégias de adaptação
Para o especialista, o próximo ano exigirá mudanças na forma de administrar os negócios. Ele defende que a eficiência operacional, a proteção rigorosa do caixa e a manutenção de uma relação próxima com os clientes são essenciais. Nigro também aponta que o uso de inteligência artificial e a agilidade na resposta às mudanças do mercado podem abrir oportunidades para empresas mais adaptáveis.
As declarações foram feitas por Nigro ao final de um painel na ABF Con, convenção anual da Associação Brasileira de Franchising. O evento ocorreu nesta quinta-feira (29), na ilha de Comandatuba, em Una, na Bahia, reunindo franqueadores, franqueados, investidores e fornecedores para discutir gestão e expansão no setor.
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