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SEGURANÇA CIBERNÉTICA

Pentágono investiga ataque cibernético que danificou alimentos em bases militares dos EUA

Investigação conjunta com autoridades francesas apura falhas em sistemas de refrigeração de commissaries e supermercados europeus

Waesy
Valdir Antonelli
•03 de novembro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada
Pentágono investiga ataque cibernético que danificou alimentos em bases militares dos EUA
Foto: Valdir Antonelli

O Pentágono investiga a hipótese de um ataque hacker que teria causado falhas em freezers de bases militares dos Estados Unidos, resultando no estrago de alimentos em agosto. Segundo quatro autoridades ouvidas pela Reuters, investigadores americanos mantêm contato com colegas franceses para apurar um caso semelhante registrado em supermercados da França.

Investigação e coordenação

Os problemas atingiram pelo menos seis lojas instaladas em bases militares americanas. Em um dos casos, a temperatura dos equipamentos foi elevada durante a noite, estragando os alimentos armazenados. O Pentágono informou que uma unidade do Comando Cibernético dos Estados Unidos estava “trabalhando em estreita coordenação com parceiros interinstitucionais e autoridades policiais”. A Divisão de Investigação Criminal do Exército americano também participa das apurações, com seu Escritório de Campo Cibernético atuando junto a autoridades francesas.

Casos registrados

As lojas afetadas, conhecidas como commissaries, vendem alimentos para pessoas autorizadas a fazer compras nas instalações militares. Em 26 de agosto, a página de Fort Huachuca, no Arizona, informou que um freezer havia entrado em modo de degelo e aquecido os produtos. Na França, um ataque cibernético alterou os controles de temperatura de equipamentos comerciais em mais de 350 estabelecimentos, levando à retirada de alimentos estragados e, em alguns casos, a incêndios.

Vulnerabilidade técnica

Especialistas ouvidos pela Reuters avaliaram que a invasão aparentemente foi simples de executar. A fabricante dinamarquesa Danfoss afirmou que vários controladores usados nos equipamentos atingidos eram obsoletos ou utilizavam versões desatualizadas de firmware, o software interno dos aparelhos. Essas condições, segundo a empresa, poderiam ter facilitado o acesso indevido aos sistemas de refrigeração.

Fonte original: Valdir AntonelliVer notícia na íntegra
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