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SEGURANÇA PÚBLICA

Operação do MPSC apura fraude para ocultar mandado de prisão de condenado por estupro

Investigação desdobrada da Operação Cavalo de Tróia identificou negociação para alterar registros no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões.

Waesy
ClicRDC
•03 de novembro de 2026•2 min de leitura•Fonte Verificada
Operação do MPSC apura fraude para ocultar mandado de prisão de condenado por estupro
Foto: ClicRDC

Deflagração da Operação

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou na manhã desta terça-feira (03/11) a Operação “Crackers”. A ação, em apoio à 13ª Promotoria de Justiça de Joinville, apura a participação de investigados na alteração fraudulenta de informações no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP).

Mandados e Prisão

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Joinville e Penha, expedidos pela Vara Regional de Garantias de Joinville. Além disso, foi executado um mandado de prisão em Penha contra um homem condenado por estupro de vulnerável, ordem expedida pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Blumenau.

Dinâmica da Fraude

Segundo o MPSC, a investigação é um desdobramento da Operação “Cavalo de Tróia”, que apurava a entrada de relógios inteligentes em unidade prisional. Os elementos reunidos indicam que um dos investigados intermediou uma negociação para alterar registros no BNMP, com o objetivo de ocultar o mandado de prisão pendente do condenado.

A negociação teria envolvido o próprio condenado e outra pessoa responsável pela alteração dos dados, visando impedir que consultas ao sistema pelo nome do foragido apontassem a existência da ordem de prisão. A operação contou com o apoio do 8º Batalhão de Polícia Militar e do 1º Batalhão de Pronta Resposta, além do acompanhamento do Sistema Estadual de Prerrogativas da OAB/SC.

Os materiais apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para perícia. O GAECO analisará os elementos para esclarecer a dinâmica dos fatos e identificar outros possíveis envolvidos. A investigação tramita sob sigilo, e novas informações poderão ser divulgadas após o levantamento do sigilo dos autos.

Fonte original: ClicRDCVer notícia na íntegra
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