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Meta e Snap entram em julgamento nos EUA por suposto vício de jovens em redes sociais

Processo em Los Angeles pode definir precedentes para milhares de ações semelhantes nos Estados Unidos após veredicto recente contra Meta e YouTube.

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Valdir Antonelli
•02 de novembro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada
Meta e Snap entram em julgamento nos EUA por suposto vício de jovens em redes sociais
Foto: Valdir Antonelli

A Meta e a Snap iniciam nesta quarta-feira um julgamento em Los Angeles, nos Estados Unidos, após duas jovens acusarem as empresas de projetar plataformas que estimulam o uso compulsivo e contribuem para problemas de saúde mental. O processo, que deve durar várias semanas, ocorre após um veredicto de março em que um júri responsabilizou a Meta e o YouTube em um caso semelhante, determinando o pagamento de US$ 6 milhões (cerca de R$ 31,5 milhões).

Alegações das autoras

Identificadas nos documentos judiciais como S.J., de 16 anos, e K.D.B., de 18 anos, as autoras afirmam que começaram a usar o YouTube aos 3 ou 4 anos e outras plataformas por volta dos 9. Elas associam recursos como reprodução automática e rolagem infinita ao uso compulsivo, que, segundo suas alegações, contribuiu para depressão, ansiedade e transtornos alimentares. As jovens entraram com ações em 2023 contra TikTok, YouTube, Meta e Snap, mas chegaram a acordos com TikTok, YouTube e, no caso da jovem de Illinois, com a Meta.

Depoimentos e estratégias

A seleção do júri começa nesta quarta-feira. Mark Zuckerberg, CEO da Meta, Adam Mosseri, responsável pelo Instagram, e Evan Spiegel, CEO da Snap, devem prestar depoimento. Emily Jeffcott, advogada da autora do Mississippi, afirmou que pretende mostrar aos jurados os riscos associados a recursos como feeds intermináveis, reprodução automática e sequências de interações, conhecidas como streaks.

Defesa das empresas

A Meta discorda das alegações e afirma que mantém mecanismos de proteção em suas plataformas há uma década. Em comunicado, um porta-voz declarou: “A saúde mental de um jovem é moldada por muitos fatores, como as provas neste julgamento demonstrarão”. A empresa também argumenta que a autora do Mississippi usava o TikTok muito mais do que Instagram ou Facebook e que suas circunstâncias pessoais tiveram influência substancial em suas dificuldades.

Fonte original: Valdir AntonelliVer notícia na íntegra
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