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Lula 4 começa sob pressão: desafios políticos e econômicos viram “presentes de grego”

Luiz Inácio Lula da Silva saiu vitorioso das eleições. Receberá, porém, um país dividido. Mais de 48% dos eleitores que deixaram suas casas para votar escolheram Flávio Bolsonaro. A vitória lhe garante mais quatro anos no Planalto. Construir uma maioria para g

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Gabriela Cuzzuol
•31 de outubro de 2026•8 min de leitura•Fonte Verificada

Mais uma vez, Lula promete governar para todos os brasileiros. No mandato anterior, disse que manteria a frente ampla, mas conduziu um governo “à esquerda linha-dura”. Agora, terá de dialogar com um Congresso mais à direita e com uma parcela do eleitorado que rejeita o projeto de Brasil que ele representa.

As urnas confirmaram que o PT da década de 1980 ainda existe: incisivo, combativo, capaz de mobilizar. Há 45 anos, o partido leva multidões às ruas. Seus adversários também. A direita perdeu a Presidência, mas manteve a maioria das cadeiras no Legislativo.

É com esse país que Lula começará a executar seu plano de governo. Sabe que venceu, mas algumas de suas decisões mais importantes dependerão de quem trabalhou para derrotá-lo. Precisará desses parlamentares para aprovar projetos, financiar promessas e enfrentar problemas que não foi capaz de resolver em suas passagens anteriores pelo Planalto.

A eleição encerrou a escolha do presidente; a disputa pelos rumos do país, porém, continua.

Lula encontrará um Congresso mais hostil do que o anterior. Com 30 senadores à direita e 130 deputados na Câmara, precisará negociar com o centrão e o centrão. Esses partidos sabem o peso dos próprios votos.

Durante a campanha, Lula chamou de “sequestro do orçamento” o poder das emendas parlamentares. Agora, dependerá do Congresso para financiar suas promessas. A tarifa zero é um exemplo: o governo prevê destinar cerca de R$12 bilhões em 2027, por meio de emendas, para custear o transporte gratuito aos fins de semana. A proposta exige uma PEC e a inclusão dos recursos no Orçamento, que também precisa ser aprovado pelos parlamentares.

É nessa negociação que a promessa de “governar para todos os brasileiros” será testada. Para tirar a tarifa zero do papel, Lula terá de convencer deputados e senadores a aprovarem uma mudança que afete o controle deles sobre parte do orçamento. Precisará convencer uma maioria parlamentar que, em grande parte, o rejeita a comprar seu projeto.

Fonte original: Gabriela CuzzuolVer notícia na íntegra
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