Líder de sindicato em Chapecó denuncia assédio eleitoral de empregadores contra domésticas
Campanha nacional busca romper o silêncio sobre intimidações no local de trabalho às vésperas do segundo turno.
Leandra Lacerda, de 52 anos e moradora de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, relatou ter sofrido pressões de empregadores para votar em determinados candidatos ao longo de diferentes períodos eleitorais. A trabalhadora doméstica, que atua na função há cerca de quatro décadas, descreveu situações em que empregadoras utilizaram gritos e intimidação para tentar influenciar sua escolha política.
Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), o assédio eleitoral ocorre quando um empregador utiliza sua posição de autoridade para constranger, intimidar ou tentar influenciar as escolhas políticas de um trabalhador. O alerta da categoria ganha relevância às vésperas do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25).
Campanha contra o silêncio
Atualmente secretária de comunicação da Federação Nacional de Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad), Leandra busca incentivar outras profissionais a denunciar violações de direitos. Na última semana, a federação lançou a campanha “Não passaremos pano”, em parceria com a organização Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos, com o objetivo de dar visibilidade a diferentes formas de violência contra trabalhadoras domésticas.
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