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Índice Reglab aponta diferença de 12 pontos no conhecimento de IA entre classes A e D/E no Brasil

Pesquisa do terceiro trimestre de 2026 revela que, apesar da universalização da internet, o letramento tecnológico permanece desigual, com 92,7% da classe A conhecendo todas as ferramentas avaliadas contra 69,2% das classes D/E.

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Rodrigo Mozelli
•04 de novembro de 2026•2 min de leitura•Fonte Verificada
Índice Reglab aponta diferença de 12 pontos no conhecimento de IA entre classes A e D/E no Brasil
Foto: Rodrigo Mozelli

Desigualdade no acesso ao conhecimento

A terceira edição do Índice Reglab de Confiança e Segurança na Economia Digital, referente ao terceiro trimestre de 2026, indica que a inteligência artificial se tornou uma nova fronteira de exclusão digital no Brasil. Embora o conhecimento geral sobre plataformas digitais tenha avançado, a pesquisa aponta uma diferença expressiva entre as classes sociais no que diz respeito às ferramentas de IA. Segundo o levantamento, 97,3% das pessoas da classe A conhecem as ferramentas avaliadas, enquanto o índice é de 85,4% nas classes D/E, uma diferença de quase 12 pontos percentuais.

Conhecimento específico de ferramentas

O contraste é mais acentuado quando a análise se restringe às quatro principais ferramentas de IA incluídas no estudo. Na classe A, 92,7% dos entrevistados afirmaram conhecer todas as soluções. Entre as classes D/E, esse número cai para 69,2%, o que significa que quase um terço desse grupo ainda não conhece todas as ferramentas avaliadas, incluindo Claude e Perplexity. O estudo identificou, no entanto, uma melhora geral na familiaridade dos brasileiros conectados, com cerca de sete em cada dez entrevistados declarando conhecer todas as plataformas digitais avaliadas, ante seis em cada dez na edição anterior.

Letramento tecnológico como desafio

Para Marina Garrote, diretora de operações e pesquisa do Reglab, os dados indicam que a ampliação do acesso à internet não resolve, por si só, as desigualdades digitais. “Com a universalização da internet, o desafio das políticas públicas passa a ser o letramento tecnológico para evitar que as classes populares fiquem para trás na nova economia”, afirmou a especialista. O levantamento destaca que a desigualdade varia conforme o tipo de serviço: em categorias como streaming e governo digital, o conhecimento entre as classes A e D/E é bastante próximo, mas na IA a diferença permanece significativa.

O resultado coloca o letramento tecnológico no centro do debate sobre inclusão digital, exigindo que a população não apenas se conecte à internet, mas compreenda como utilizar as ferramentas disponíveis. A questão ganha relevância à medida que a IA passa a integrar atividades cotidianas e profissionais. Outro ponto do levantamento aponta a estabilidade da percepção dos brasileiros sobre segurança e confiança no ambiente digital, com opiniões que tendem a persistir ao longo do tempo, mesmo diante de acontecimentos pontuais.

Fonte original: Rodrigo MozelliVer notícia na íntegra
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