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Huaxin supera Votorantim e assume exclusividade na compra da CSN Cimentos por R$ 12,7 bilhões

Execução direta de Fabio Schvartsman e proposta acima das expectativas internas encerram disputa que tinha consórcio brasileiro como favorito em agosto.

Waesy
Pedro Gil
•04 de novembro de 2026•2 min de leitura•Fonte Verificada
Huaxin supera Votorantim e assume exclusividade na compra da CSN Cimentos por R$ 12,7 bilhões
Foto: Pedro Gil

A empresa chinesa Huaxin assumiu a liderança na disputa pela aquisição da CSN Cimentos nesta sexta-feira (30), com uma proposta avaliada em R$ 12,7 bilhões. A siderúrgica CSN concedeu um prazo de dez dias de exclusividade à concorrente para a finalização dos documentos definitivos. A operação, que ainda está condicionada à assinatura dos contratos, tem como objetivo principal a redução do endividamento da companhia.

Mudança de comando na negociação

Fontes a par da negociação, ouvidas em caráter reservado, indicam que a proposta da Huaxin superou as expectativas iniciais da CSN. O avanço das tratativas ocorreu sob a gestão de Fabio Schvartsman, que assumiu a presidência executiva da empresa em setembro. Segundo relatos, o executivo assumiu pessoalmente a condução do processo, adotando uma postura descrita como pragmática e direta, diferente da fase anterior, quando as conversas eram conduzidas por Benjamin Steinbruch.

Reversão do cenário competitivo

O desfecho altera a dinâmica observada em agosto, quando o consórcio liderado pela Votorantim, em parceria com a italiana Cementir, era considerado o favorito. Naquela etapa, a oferta do grupo brasileiro girava em torno de R$ 11 bilhões. Analistas e interlocutores apontavam que o conhecimento das particularidades tributárias e dos riscos específicos do mercado brasileiro seria uma vantagem competitiva para os nacionais frente aos investidores estrangeiros.

A CSN classificou a oferta da Huaxin como a mais vantajosa do processo competitivo. A mudança na condução das conversas foi antecipada pelo EXAME Insight em 30 de setembro, quando interlocutores já relatavam a transição de poder na mesa de negociação. Benjamin Steinbruch, que deixou o comando executivo, permanece no conselho de administração, mantendo influência nas decisões estratégicas da companhia.

Fonte original: Pedro GilVer notícia na íntegra
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