Notícia

Notíciaseconomia
ECONOMIA

Governo Lula vê pragmatismo do USTR como fator para avanço em acordo comercial com EUA

Equipe do MDIC aposta na separação entre a política externa do Departamento de Estado e a agenda comercial liderada por Jamieson Greer para superar impasses do tarifaço.

Waesy
Ivan Martínez-Vargas
•03 de novembro de 2026•2 min de leitura•Fonte Verificada
Governo Lula vê pragmatismo do USTR como fator para avanço em acordo comercial com EUA
Foto: Ivan Martínez-Vargas

Estratégia de negociação

A equipe do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) que negocia com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) avalia que a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos e a concessão de vistos a ele, à esposa e às filhas pelo governo de Donald Trump não devem necessariamente atrapalhar as tratativas sobre um acordo comercial entre os dois países, segundo informações apuradas pelo Exame.

Pragmatismo comercial

Na avaliação de negociadores brasileiros, a equipe do USTR, sob a liderança de Jamieson Greer, defende uma relação pautada pelo pragmatismo. Essa postura se opõe à do Departamento de Estado americano, órgão que concede os vistos e mantém mais diálogo com a família Bolsonaro, criando uma distinção funcional entre as agendas política e comercial.

A expectativa do MDIC é que, uma vez concluída a eleição e dado que os Estados Unidos terão de manter uma relação com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o USTR tende a prevalecer na definição da relação comercial com o Brasil. O fim do período eleitoral, avalia um integrante do governo Lula que participa das tratativas, pode descontaminar a negociação.

Próximos passos

O MDIC espera que o USTR envie ao governo brasileiro, até a próxima semana, um documento com as bases e demandas americanas para um acordo que permita o fim do tarifaço imposto pela gestão de Donald Trump ao Brasil. A ordem no governo brasileiro segue sendo buscar a negociação e o diálogo pragmático com os americanos.

As tratativas mantêm a defesa de pontos considerados cruciais para a soberania brasileira, como a questão do Pix. Também está descartada uma abertura irrestrita e sem contrapartidas dos EUA de setores inteiros da economia brasileira, conforme afirmaram fontes do governo.

Fonte original: Ivan Martínez-VargasVer notícia na íntegra
#economia#br#notícias#sc#comércio exterior#EUA#tarifaço#MDIC#USTR
0 Comentários