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Google condiciona acesso ao buscador escolar à aceitação de ferramentas de IA

Mudança na política do Google Classroom exige que redes de ensino habilitem chatbots para manter o uso do mecanismo de busca, gerando críticas de especialistas em privacidade.

Waesy
g1.globo.com
•04 de novembro de 2026•2 min de leitura•Fonte Verificada
Google condiciona acesso ao buscador escolar à aceitação de ferramentas de IA
Foto: g1.globo.com

O Google anunciou nesta terça-feira (3) que escolas sem ferramentas de inteligência artificial habilitadas perderão o acesso ao seu buscador de internet. A medida altera a configuração padrão da plataforma Google Classroom, que atende 150 milhões de usuários mundialmente, e exige que administradores escolares decidam individualmente sobre a ativação de cada recurso.

Mudança na configuração padrão

Segundo a empresa sediada em Mountain View, na Califórnia, as ferramentas de inteligência artificial, incluindo o chatbot Gemini e o Gemini Notebook, passarão a ficar desativadas por padrão. Até então, o Gemini havia sido liberado para estudantes da educação básica em agosto, o que gerou críticas de educadores e pais. Agora, as redes de ensino fundamental e médio poderão ativar ou desativar cada ferramenta separadamente, mas a recusa total implica a perda do acesso ao mecanismo de busca.

Reação de especialistas e redes de ensino

A decisão ocorre em meio a uma resistência crescente contra o uso de tecnologias de IA nas escolas. Especialistas questionam o impacto da inteligência artificial no desenvolvimento infantil, e redes de ensino de Nova York e Los Angeles aplicaram proibições temporárias à tecnologia. Josh Golin, diretor-executivo da organização Fairplay, recomendou que as escolas desativem os serviços do Google e busquem alternativas que protejam a privacidade de dados dos alunos.

Fonte original: g1.globo.comVer notícia na íntegra
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