França investiga ataque cibernético que tentou superaquecer câmaras frias de banco de sangue
Sistemas de refrigeração do EFS foram alterados para atingir 110°C, mas falha foi detectada a tempo de evitar perda de plasma
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Câmaras frias de armazenamento de sangue do sistema público francês sofreram um ataque cibernético na segunda-feira (2). O incidente atingiu a prestadora de serviços Coolworld, que atende o Établissement Français du Sang (EFS). Segundo o EFS, nenhum "impacto sanitário" foi identificado até esta quarta-feira (4).
Alteração nos parâmetros de temperatura
O ataque afetou sistemas de supervisão e controle em três unidades regionais. De acordo com o semanário Le Canard Enchaîné, que revelou o caso na terça-feira (3), equipamentos que mantêm amostras a -30°C foram programados para atingir 110°C. As câmaras guardavam bolsas de plasma de doadores.
Detecção e resposta técnica
Um técnico de plantão detectou a falha rapidamente, impedindo a perda de produtos sanguíneos, informou o EFS. Entre as medidas adotadas estão o bloqueio de acessos remotos e a transferência de itens para garantir a integridade do estoque.
O Ministério da Saúde francês investiga as circunstâncias do incidente. O caso ocorre após ataques cibernéticos contra refrigeradores de supermercados na Europa e três semanas depois de um incidente semelhante na França.
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