Binance aponta grupo norte-coreano como suspeito em roubo de US$ 6,3 bilhões
Análises de blockchain identificam digitais do TraderTraitor; empresa reserva capital próprio para cobrir perdas de clientes

O roubo de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas da corretora Binance, ocorrido na quinta-feira (29), tem um possível suspeito identificado por especialistas em cibersegurança. Análises realizadas pela Chainalysis e pelo TRM Labs apontam evidências que ligam a operação ao grupo hacker TraderTraitor, conhecido por ataques complexos de origem norte-coreana.
A Binance ainda não confirmou a autoria, mas a empresa colabora com as autoridades na investigação. Em nota enviada à imprensa na sexta-feira (30), a BBrasil SPSAV LTDA., braço da Binance no Brasil, afirmou que os fundos dos clientes permanecem seguros. A companhia informou que reservou mais de US$ 6,34 bilhões para cobrir o que classificou como um incidente, garantindo que, em caso de impacto, as perdas serão cobertas com recursos próprios.
Perfil do grupo suspeito
O TraderTraitor é monitorado por autoridades dos Estados Unidos ao menos desde 2022. Segundo especialistas, o grupo utiliza táticas de engenharia social para comprometer contas ou aparelhos de funcionários de instituições financeiras, preparando invasões que exploram múltiplas brechas de segurança ao longo de um período prolongado antes da execução do roubo.
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