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PECUÁRIA

Estresse térmico reduz taxa de prenhez e produção de leite no RS, aponta estudo

Pesquisadora da Seapi detalha impacto do calor extremo na pecuária gaúcha e apresenta protocolos de manejo para mitigar perdas econômicas.

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Redação Digital
•04 de novembro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada
Estresse térmico reduz taxa de prenhez e produção de leite no RS, aponta estudo
Foto: Redação Digital

Impacto na produtividade

O estresse térmico compromete diretamente a fertilidade e a produção de leite no Rio Grande do Sul, segundo dados apresentados no 4º Seminário de Bovinocultura de Leite, realizado em 28 de outubro em Boa Vista das Missões. A médica veterinária Adriana Tarouco, do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi), afirmou que a taxa de prenhez pode cair de 40% a 60% para 10% a 20% no período quente. A perda estimada de leite chega a 3,9 quilos por vaca por dia quando o Índice de Conforto Térmico (ITU) fica entre 80 e 89, informou a especialista.

De acordo com a apresentação, o verão concentra a maior exposição ao calor, com média de 41% das horas em estresse leve a moderado. Nas regiões do Baixo Vale do Uruguai, Vale do Uruguai e Missioneira, o ITU máximo atingiu 87,0. A pesquisadora destacou que o tempo em estresse aumentou no outono e na primavera entre 2022 e 2024. Já no inverno, o risco de calor foi baixo nas dez regiões avaliadas, exigindo foco na proteção contra o frio, segundo os dados técnicos.

Protocolos de manejo

Para mitigar os efeitos do calor, a Seapi recomendou a implementação de sombra, ventilação e sistemas de resfriamento. As orientações incluem a alimentação em horários mais frescos e a oferta de água entre 50 e 60 litros por unidade animal por dia. A atenção especial deve ser direcionada a vacas secas e novilhas. O monitoramento deve combinar o uso de índices como o ITU com a observação direta do rebanho e orientação técnica, conforme destacado pela pesquisadora.

O seminário, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Rio Grande do Sul (Senar-RS) e pelo Sistema Farsul, com apoio do Sindicato Rural de Palmeira das Missões, também abordou mercado de leite, sucessão familiar e bem-estar animal. Durante a tarde, produtores acompanhados por técnicos apresentaram casos de sucesso da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar-RS, focando em gestão, sistemas produtivos eficientes e estratégias de lucratividade. A programação incluiu a divulgação da ferramenta BovConfort para cálculo de conforto térmico.

Fonte original: Redação DigitalVer notícia na íntegra
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