Escassez de engenheiros pode atrasar obras de infraestrutura no Brasil, alerta BNDES
Felipe Borim, superintendente de Infraestrutura do BNDES, afirmou que a falta de engenheiros pode impedir a execução de projetos, enquanto o banco encerra um ciclo de mais de R$ 300 bilhões em financiamentos aprovados desde 2023.
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O superintendente de Infraestrutura do BNDES, Felipe Borim, alertou que a escassez de engenheiros pode comprometer a conclusão de projetos de infraestrutura no Brasil, enquanto a instituição planeja encerrar, até o final de 2026, um ciclo de mais de R$ 300 bilhões em financiamentos aprovados desde 2023, dos quais cerca de 80 % são concedidos sem subsídio, segundo o executivo em entrevista ao Exame Infra.
O banco informou que oito projetos ferroviários, entre eles Ferrogrão, Fico e Fiol, somam aproximadamente R$ 160 bilhões em investimentos previstos e contam com prazo de financiamento estendido para até 40 anos, medida destinada a facilitar a viabilidade das obras.
Impacto no setor de construção
Borim destacou que a capacidade de execução da cadeia de fornecedores precisa ser ampliada para atender ao volume crescente de obras; a formação de profissionais de engenharia não tem acompanhado o ritmo de expansão dos investimentos, tornando o planejamento de longo prazo ainda mais relevante.
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