Eleitores indígenas do Vale do Javari navegam até 895 km para votar no 2º turno
Acordo entre lideranças e Justiça Eleitoral viabiliza transporte fluvial após negativa inicial; TSE autoriza uso de embarcações federais.
No Vale do Javari, no oeste do Amazonas, eleitores indígenas enfrentam trajetos fluviais de até 895 quilômetros para votar no segundo turno das eleições, neste domingo (25). Segundo a Prefeitura de Atalaia do Norte, os percursos variam de 321 a 895 km, com duração estimada de três a cinco dias ou mais, dependendo da comunidade de origem.
Autorização do TSE
Após uma negativa inicial da Justiça Eleitoral sobre o fornecimento de transporte gratuito, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, autorizou neste sábado (24) o uso de veículos e embarcações de órgãos federais. A medida visa garantir o deslocamento dos eleitores, desde que as operações sejam previamente aprovadas pela Justiça Eleitoral.
Logística e desafios
De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), o pedido de transporte apresentado pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) abrangia 44 aldeias distribuídas em sete polos-base. A região, uma das mais isoladas do Brasil, apresenta desafios adicionais durante a estiagem, como a redução do nível dos rios, formação de bancos de areia e restrições à navegação noturna.
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