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Dona do Google amplia queima de caixa e lucro vem abaixo do esperado; ação cai 9%

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Mitchel Diniz
•02 de novembro de 2026•7 min de leitura•Fonte Verificada
Dona do Google amplia queima de caixa e lucro vem abaixo do esperado; ação cai 9%
Foto: Mitchel Diniz

Publicado em 28 de outubro de 2026 às 18h07 .

Priorizar nos meus resultados Google A Alphabet, dona do Google, fechou o terceiro trimestre de 2026 com o melhor desempenho da história do Google Cloud, mas também com segundo período seguido de queima de caixa. A receita somou US$ 127,6 bilhões , alta de 25% sobre o mesmo período de 2025. Segundo o CEO Sundar Pichai, a companhia já opera em um ritmo anualizado de meio trilhão de dólares em receita.

O número ficou ligeiramente abaixo dos US$ 128,2 bilhões projetados pelo consenso compilado pela LSEG. O lucro líquido disponível aos acionistas caiu 25%, para US$ 26,2 bilhões , e o lucro por ação diluído recuou de US$ 2,87 para US$ 2,12 , frente a uma expectativa de US$ 3,02.

Boa parte da queda veio de fora da operação. O resultado financeiro passou de um ganho de US$ 12,8 bilhões para uma perda de US$ 8,2 bilhões, puxado por US$ 8,7 bilhões em perdas com participações acionárias . A própria Alphabet calcula que esse efeito reduziu o lucro líquido em US$ 6,7 bilhões e o lucro por ação em US$ 0,55. Mesmo somando esse valor de volta, o lucro por ação ficaria em US$ 2,67, ainda abaixo do consenso.

O lucro operacional cresceu 30%, para US$ 40,6 bilhões , com margem de 31,8%, acima dos 30,5% de um ano antes. Ainda assim, ficou aquém dos cerca de US$ 43,2 bilhões que o mercado projetava.

A reação do mercado foi imediata. No after market , negócios que ocorrem após o fechamento da bolsa, as ações caíam mais de 9%. Os papéis tinham fechado o pregão regular de hoje em alta.

O Google Cloud foi a linha que superou as projeções com folga. A receita da divisão saltou 103%, de US$ 15,2 bilhões para US$ 30,7 bilhões , acima dos US$ 28,7 bilhões esperados pela LSEG. Dos US$ 25,2 bilhões de receita adicional que a Alphabet gerou em relação ao terceiro trimestre de 2025, US$ 15,6 bilhões vieram da nuvem. A divisão já representa 24% do faturamento do grupo, ante 15% um ano antes.

Fonte original: Mitchel DinizVer notícia na íntegra
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