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Diplomacia corporativa vira ativo estratégico para empresas brasileiras no exterior

Relatório da UNCTAD aponta queda de 11% no investimento global em 2024, elevando a importância de conexões institucionais e reputação para a expansão internacional.

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Enrico Milani
•31 de outubro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada
Diplomacia corporativa vira ativo estratégico para empresas brasileiras no exterior
Foto: Enrico Milani

Queda no investimento global

Os fluxos globais de investimento estrangeiro direto recuaram 11% em 2024, atingindo US$ 1,5 trilhão, de acordo com o Relatório de Investimentos Mundiais 2025 da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). O documento atribui a retração a tensões geopolíticas e econômicas que impactam as decisões de investimento em todo o mundo.

Reputação como ativo competitivo

Nesse cenário de instabilidade, ativos intangíveis como confiança, reputação e capacidade de relacionamento ganham relevância para as empresas. A publicação destaca que muitas organizações ainda acreditam que produto e preço competitivo são suficientes para garantir espaço no mercado, uma lógica que raramente sustenta uma estratégia internacional consistente no longo prazo.

Desafios da expansão internacional

Exportar ou importar exige a compreensão de ambientes regulatórios, agendas políticas e diferenças culturais que variam de país para país. A diplomacia corporativa surge como ferramenta para fortalecer a legitimidade e ampliar a influência das empresas, ajudando a navegar exigências sanitárias, de rotulagem e de sustentabilidade que podem diferir significativamente entre mercados.

Além das multinacionais

Há um equívoco comum no meio empresarial brasileiro de que a diplomacia corporativa é restrita a grandes conglomerados ou multinacionais. Na prática, qualquer organização que exporta, importa ou busca fornecedores internacionais está exposta aos desafios que essa estratégia procura resolver, independentemente do seu porte ou estrutura global.

Fonte original: Enrico MilaniVer notícia na íntegra
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