Debate presidencial: Lula anuncia leilão de R$ 150 bi para dívidas; Flávio propõe 'Banco da Prosperidade'
Candidatos divergem sobre juros, segurança pública e educação em confronto direto sobre a economia brasileira

Divergência econômica
Na área econômica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu novas iniciativas para renegociar dívidas, enquanto o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, criticou os juros, o custo de vida e os resultados dos programas de renegociação vigentes. O debate também abordou o financiamento da educação, a permanência de estudantes na escola e a formação profissional, além do combate às facções criminosas e a redução da maioridade penal.
Críticas ao custo de vida
Flávio Bolsonaro questionou uma declaração atribuída ao presidente sobre o preço dos alimentos e afirmou que 80 milhões de brasileiros estavam com contas atrasadas, segundo o candidato. O senador criticou o programa Desenrola e os efeitos dos juros sobre os financiamentos habitacionais da Caixa Econômica Federal, alegando que famílias não percebem redução significativa no saldo devedor de seus imóveis.
Proposta para a Caixa
Como alternativa, Flávio propôs transformar a Caixa Econômica Federal em um “Banco da Prosperidade”, com empréstimos a juros menores e apoio ao empreendedorismo em favelas e periferias. O candidato relacionou a geração de oportunidades econômicas nessas regiões ao enfrentamento do tráfico de drogas e à formalização de trabalhadores.
Medidas do governo federal
Lula defendeu os resultados das iniciativas de renegociação de dívidas, afirmando que a primeira fase do Desenrola beneficiou 15 milhões de pessoas e uma segunda etapa alcançou quase 16 milhões. O presidente anunciou uma nova iniciativa para renegociar débitos, informando que uma medida provisória permitiria um leilão com potencial de movimentar R$ 150 bilhões para a compra de dívidas bancárias.
Segundo o presidente, a medida permitiria descontos ou perdão de dívidas no valor de R$ 15 bilhões, beneficiando 4,5 milhões de pessoas e retirando consumidores dos cadastros de inadimplência. Lula também criticou as apostas on-line, as chamadas bets, afirmando que elas comprometem o orçamento das famílias e podem provocar sofrimento emocional.
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