Debate entre Lula e Flávio aborda licença-maternidade, Bolsa Família e SUS
23/10/2026 23h19 • Atualizado há 4 dias

A discussão começou com Lula questionando Flávio sobre o voto contrário à ampliação da licença-maternidade, quando o candidato do PL era deputado estadual no Rio de Janeiro. Lula perguntou por que o adversário havia se posicionado contra a medida. Flávio reconheceu que errou e afirmou que, se pudesse votar novamente, teria outra posição. Segundo ele, as mães precisam ter mais tempo para permanecer próximas dos filhos nos primeiros meses de vida.
Na sequência, Lula questionou Flávio sobre o uso da expressão “Bolsa Farelo” para se referir ao Bolsa Família. O assunto provocou uma discussão acalorada, que se estendeu a críticas sobre pobreza, inflação, custo de vida e condições sociais do país.
Lula também reagiu ao ser chamado de “nove dedos”, expressão relacionada à perda de um dedo da mão enquanto trabalhava como metalúrgico. O petista lembrou o episódio, ocorrido durante sua atividade profissional, e contestou o uso da referência. Flávio pediu desculpas pela expressão, mas manteve as críticas ao governo Lula, citando a situação das pessoas em situação de rua, os resultados do Bolsa Família, o aumento do custo de vida, a violência doméstica e o endividamento das famílias. Os dois candidatos receberam direito de resposta durante o confronto.
Lula defendeu as políticas sociais de seus governos e afirmou ter orgulho das medidas adotadas para combater a pobreza. Também declarou que a elite brasileira deveria pedir desculpas à população. Em meio à discussão, Flávio anunciou que pretende ampliar a legislação contra os maus-tratos aos animais, estendendo a proteção legal a mais espécies.
Ao escolher a dívida pública como tema, Flávio afirmou que o endividamento do país chegou a R$ 11 trilhões e criticou os juros, que situou em torno de 14%, além do aumento de impostos e das dificuldades financeiras enfrentadas pelas famílias. Os números foram apresentados pelo próprio candidato durante o debate.
Como alternativa, propôs renegociar dívidas por meio da Caixa Econômica Federal e de um programa que chamou de “Banco da Prosperidade”. A iniciativa, segundo ele, permitiria reduzir os valores devidos e oferecer condições para que pessoas físicas e empresas recuperassem sua capacidade de pagamento.
A proposta prevê suspender os pagamentos por seis meses para pessoas físicas e por um ano para empresas. Flávio afirmou que a renegociação poderia aliviar o orçamento das famílias, ajudar os negócios e contribuir para reduzir o endividamento.
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