Chips de IA viram garantia em empréstimos bilionários para infraestrutura
Operações de crédito usam equipamentos e contratos de computação como lastro, mas especialistas apontam riscos de obsolescência e execução.

Mecanismo de garantia
Chips que executam inteligência artificial passaram a servir como garantia para financiar a expansão da infraestrutura do setor. Em dívidas lastreadas em GPUs, o credor empresta para a construção ou aquisição da infraestrutura e recebe direitos sobre os equipamentos e, conforme o contrato, sobre as receitas da operação. O pagamento regular do empréstimo depende do desempenho do negócio, enquanto a garantia oferece uma via de recuperação em caso de inadimplência.
Participação de grandes investidores
A gestora Blackstone participa dessa expansão desde operações anteriores, como a linha de US$ 2,3 bilhões anunciada pela CoreWeave em agosto de 2023, liderada pela Magnetar e por fundos da gestora. Em março de 2026, a CoreWeave anunciou outra linha de crédito de até US$ 8,5 bilhões, ancorada pela Blackstone Credit & Insurance, com MUFG e Morgan Stanley na estruturação. O limite inicialmente permitido era de aproximadamente US$ 7,5 bilhões, embora o limite contratado não signifique que o valor integral foi sacado.
Riscos e limitações
Segundo a análise publicada, as garantias reduzem parte do risco para os credores, mas não eliminam problemas relacionados à execução dos contratos, ao crédito e à obsolescência dos ativos. A dependência dos pagamentos regulares e da vida econômica dos equipamentos torna a estrutura sensível a mudanças no mercado de computação e na demanda por serviços de IA.
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