Conselho da Petrobras cobra ajuste imediato em preços de combustíveis após eleições
Defasagem de 127% no diesel e pressão por alinhamento cambial dominam primeira reunião da estatal no governo Lula 4.

Pressão no conselho
A primeira reunião do conselho da Petrobras após as eleições, realizada na segunda-feira, resultou em uma cobrança direta por planos de aumento dos preços dos combustíveis nas refinarias. A discussão ocorreu menos de 24 horas após a abertura das urnas, marcando um dos primeiros desafios econômicos do governo Lula 4.
Defasagem cambial
Segundo cálculo da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem do diesel em relação à referência internacional atingiu 127%, cenário agravado pelo salto do dólar após as eleições. Na gasolina, o índice de defasagem é de 32%. Uma fonte com conhecimento das discussões afirmou ao Brazil Journal que existe um "atraso importante" que precisa ser endereçado, gerando inquietação no grupo.
Dilema de ajuste
Desde o início da guerra no Irã, a Petrobras tem mantido os valores da gasolina e do diesel no mercado doméstico, combinando reajustes com políticas de subvenção do governo para limitar impactos aos consumidores. No entanto, essa estratégia não tem garantido o cumprimento da política de preços da companhia, que prevê alinhamento aos mercados internacionais e ao câmbio. Outra fonte indicou que, se o ajuste for feito de forma veloz, pode resultar em "desarranjo econômico", tornando a decisão da diretoria complexa.
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