Catar nega interferência em eleições de Israel e chama acusações de 'ridículas'
Porta-voz de Doha rejeita alegações de financiamento a partidos árabes após coligação de Netanyahu denunciar compra de votos em pleito com recorde de participação.
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Negação oficial
O Ministério das Relações Exteriores do Catar negou nesta quinta-feira (29) que o país tenha interferido nas eleições legislativas de Israel ou financiado ações para influenciar o resultado do pleito. A declaração foi emitida em resposta direta às acusações feitas pela coligação liderada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que apontou suposta compra de votos por parte de legendas árabes israelenses.
Reação de Doha
Majed al Ansari, porta-voz do ministério, classificou as denúncias como "ridículas e perigosas". Segundo o diplomata, as acusações foram feitas por "certos políticos israelenses e seus contatos na mídia". Al Ansari afirmou que o Catar é alvo de suspeitas recorrentes, incluindo alegações de compra de Netanyahu e da esquerda política israelense, além do voto árabe na última campanha.
As tensões diplomáticas surgem após os partidos árabes israelenses alcançarem um desempenho recorde na votação. De acordo com a apuração, essas legendas possuem o potencial de decidir a formação do novo governo, o que motivou a ofensiva política da coligação de Netanyahu, que acusou os concorrentes de fraude e roubo de votos.
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