Brasileiro leva prêmio nos EUA por divulgar a ciência na internet
O engenheiro biomédico Daniel Dahis se tornou o primeiro brasileiro a vencer o Eric and Wendy Schmidt Awards for Excellence in Science Communication, prêmio concedido pelas Academias Nacionais de Ciências , Engenharia e Medicina dos Estados Unidos (NASEM, na s
A premiação reconhece profissionais que aproximam a ciência do público. Na edição de 2026, 24 pessoas foram reconhecidas em oito categorias, que contemplam pesquisadores, jornalistas e criadores de conteúdo em diferentes etapas da carreira. Cada categoria tem um vencedor principal, que recebe US$ 40 mil (cerca de R$ 216 mil), e outros dois reconhecidos, com US$ 20 mil (cerca de R$ 108 mil) cada.
Dahis venceu na categoria “Research Scientist: Early Career”, voltada a pesquisadores em início de carreira. O reconhecimento destaca o trabalho de divulgação científica que ele realiza nas redes sociais, onde reúne mais de 750 mil seguidores com vídeos sobre vacinas, doenças, tratamentos e novas pesquisas.
“Nunca imaginei que um dia receberia um reconhecimento internacional por levar esse conhecimento para fora dos laboratórios”, disse ao g1 . Para Dahis, a premiação também destaca a importância da produção científica brasileira e da comunicação sobre ciência no país.
Em outra pesquisa, Dahis participou de um estudo sobre o uso do ultrassom para ajudar nanopartículas carregadas de medicamentos a atravessar a barreira hematoencefálica. Essa estrutura protege o cérebro, mas também dificulta a chegada de diversos remédios ao órgão, o que representa um obstáculo no tratamento de tumores cerebrais, como o glioblastoma.
Nos experimentos com animais, a técnica aumentou em até 3,6 vezes a concentração das nanopartículas no cérebro. As duas pesquisas foram publicadas em 2023, nas revistas científicas Advanced Functional Materials e Advanced NanoBiomed Research .
Posteriormente, na empresa BioDevek, em Boston (EUA), Dahis liderou testes pré-clínicos de um gel adesivo em spray desenvolvido para proteger feridas no sistema digestivo após procedimentos de endoscopia, como a retirada de pólipos.
Aplicado sobre o tecido lesionado, o material forma uma barreira protetora. Em testes com porcos, permaneceu no local por três a sete dias, o que pode favorecer a cicatrização e reduzir complicações, como sangramentos. O estudo foi publicado em 2024 na revista Advanced Materials .
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