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ECONOMIA & MERCADO

Boi gordo: o que explica a arroba acima de R$ 400 no mercado futuro?

A arroba do boi gordo ultrapassou o patamar de R$ 400 na B3 , a bolsa de valores brasileira. Nesta terça-feira (27), os ganhos foram renovados com o contrato para dezembro cotado a R$ 402. As cotações dos contratos futuros, no entanto, não refletem necessariam

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Beatriz Gunther
•02 de novembro de 2026•4 min de leitura•Fonte Verificada
Boi gordo: o que explica a arroba acima de R$ 400 no mercado futuro?
Foto: Beatriz Gunther

Segundo o coordenador de inteligência de mercado da consultoria Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o cenário de demanda aquecida e o ambiente de forte restrição de oferta ajudam a explicar essa alta na bolsa. Para ele, a perspectiva de aumento das compras por parte da China se destaca entre os agentes de mercado.

"Os contratos com vencimento até fevereiro, todos acima de R$ 400 por arroba, refletem principalmente a expectativa de forte demanda chinesa", afirma Iglesias.

A disponibilidade de animais é outro motivo por trás das altas cotações dos contratos com vencimento nos primeiros meses de 2027. Felipe Fabbri, consultor de mercado da Scot Consultoria, esclarece que a redução do abate de fêmeas e a menor ocupação dos confinamentos diminuem a oferta de bovinos terminados no mercado.

"Fêmea já está sendo retida para a produção de bezerro. Ou melhor, tem fêmea, mas um volume menor do que há um ano atrás", diz Fabbri.

Ele explica também que, historicamente, o pecuarista tende a ter maior poder de negociação no primeiro semestre, quando as condições das pastagens podem favorecer a retenção de animais. "Isso ajuda numa precificação um pouco mais alta, numa expectativa de precificação mais alta por parte da B3", afirma.

O aumento da procura por carne bovina no mercado brasileiro também ajuda a explicar a elevação de preços da arroba do boi gordo. Segundo Fabbri, a atividade econômica e a entrada de recursos na economia contribuíram para manter a procura por carne bovina.

Entre os fatores citados pelo consultor estão a melhora da renda per capita, a redução do desemprego e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. Para o fim do ano, Fabbri acrescenta o pagamento do 13º salário e a contratação de trabalhadores temporários. Em sua avaliação, esses fatores podem contribuir para sustentar o consumo no período.

Fonte original: Beatriz GuntherVer notícia na íntegra
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