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Bill Gates classifica IA como 'tecnologia mais perigosa' e projeta 20 anos de disrupção

Cofundador da Microsoft defende intervenção governamental e ecossistemas fechados para mitigar riscos de ciberataques e perda de empregos em massa.

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Felipe Vitor Vidal Neri
•01 de novembro de 2026•2 min de leitura•Fonte Verificada
Bill Gates classifica IA como 'tecnologia mais perigosa' e projeta 20 anos de disrupção
Foto: Felipe Vitor Vidal Neri

Bill Gates, cofundador da Microsoft e atual presidente da Gates Foundation, classificou a inteligência artificial (IA) como a "tecnologia mais perigosa já inventada" pelo homem. Em entrevista ao podcast Decoder, do The Verge, o executivo alertou que a humanidade enfrenta um período de 20 anos de disrupção extrema, que alterará significativamente as estruturas sociais e econômicas globais.

Impacto no mercado de trabalho

Segundo Gates, a automação impulsionada por IA não se limitará ao setor de serviços e escritórios. O avanço de robôs humanoides de baixo custo deve substituir o trabalho físico, criando um cenário de desvalorização da mão de obra. O executivo aponta que essa mudança pode gerar uma crise de propósito, uma vez que muitas funções profissionais deixarão de existir ou serão drasticamente reduzidas.

Riscos de segurança e regulação

O ex-CEO da Microsoft criticou a abordagem atual da indústria em relação a modelos de código aberto e pesos abertos. Ele argumenta que a facilidade com que agentes mal-intencionados podem remover travas de segurança em hardwares de consumo abre caminho para ciberataques em larga escala e até para o desenvolvimento de armas biológicas. Para Gates, a autorregulação pelas empresas de tecnologia é insuficiente; ele defende uma intervenção governamental drástica, comparando a necessidade de controle da IA à supervisão internacional de armas nucleares.

A proposta de Gates inclui a exigência legal de que plataformas de distribuição de código e fabricantes de hardware operem com ecossistemas fechados. O objetivo é impedir que modificações locais burlem os protocolos de segurança dos modelos de IA. Apesar das críticas duras à expansão das Big Techs, o bilionário descarta o rótulo de "catastrofista", afirmando que, caso a sociedade sobreviva aos choques cibernéticos e socioeconômicos das próximas duas décadas, a IA poderá viabilizar uma era de abundância.

Fonte original: Felipe Vitor Vidal NeriVer notícia na íntegra
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