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AGRO & POLÍTICA

Bancada do Agro em 2027: FPA projeta 330 deputados e 47 senadores para pautar crédito e terra

Renovação no Congresso define o peso político do setor; propostas de Lula e Flávio divergem em reforma agrária, seguro rural e financiamento.

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Letícia Schlindwein
•29 de outubro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada

Poder Legislativo Renovado

O Congresso Nacional que assume em 2027 já está sendo desenhado pelas eleições deste domingo (25). Segundo cálculos do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion, a bancada ligada ao setor poderá reunir cerca de 330 deputados federais e 47 senadores. A projeção indica um crescimento na representação política do agronegócio, que terá papel central na definição de políticas públicas para crédito, seguro rural, regularização fundiária e insumos.

Divergências em Crédito e Terra

As propostas dos principais candidatos à Presidência da República apresentam caminhos distintos para o campo. O plano de Lula propõe ampliar as compras públicas da agricultura familiar, fortalecer o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o crédito do Pronaf, além de promover a reforma agrária e a estruturação de assentamentos. Em contrapartida, o plano de Flávio Bolsonaro aposta na titulação de pequenas propriedades e na defesa do direito de propriedade com segurança jurídica, sem detalhar uma política específica de reforma agrária, embora tenha afirmado à FPA que dará atenção à agricultura familiar.

Clima e Sustentabilidade

Na agenda ambiental e climática, as propostas também divergem. Lula cita a adaptação climática, a recuperação de pastagens, a integração lavoura-pecuária-floresta e a rastreabilidade de produtos. Flávio inclui o Cadastro Ambiental Rural (CAR), o pagamento por serviços ambientais e estabelece a meta de zerar o desmatamento ilegal até 2029. Para o setor, a implementação dessas medidas dependerá da disponibilidade de recursos e da execução técnica das políticas.

Seguro Rural e Dívidas

O financiamento de riscos e a gestão de dívidas são pontos críticos nos dois planos. Lula promete fortalecer o seguro rural e discutir um instrumento específico para perdas catastróficas. Flávio propõe ampliar o seguro rural e reorganizar dívidas, inclusive por meio de securitização. Especialistas apontam que, em ambos os cenários, ainda falta definir como essas medidas serão financiadas e executadas na prática, o que será decisivo para a rentabilidade das atividades no campo.

Fonte original: Letícia SchlindweinVer notícia na íntegra
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