B3 adota circuit breaker após Ibovespa cair 10% na abertura pós-reeleição
Mecanismo de segurança suspende negociações de ações, derivativos e renda fixa para permitir reavaliação de posições em meio à volatilidade extrema.

A Bolsa de Valores (B3) acionou o mecanismo de circuit breaker após o Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, registrar uma desvalorização de 10% na abertura do primeiro pregão seguinte à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida interrompe as negociações diante de oscilações acentuadas, estabelecendo uma pausa para que o mercado assimile as informações e os investidores reavaliem suas posições.
Suspensão das operações
Durante a interrupção, ficam suspensas as negociações de ativos à vista, derivativos e títulos de renda fixa privada. Isso inclui operações com ações, BDRs, opções e ETFs. Conforme as regras operacionais da B3, ofertas que não estiverem participando de leilão também poderão ser canceladas durante o período de vigência do mecanismo.
Estágios e retomada
O acionamento do circuit breaker ocorre em três estágios, de acordo com a intensidade da queda do Ibovespa em relação ao fechamento do pregão anterior. O mecanismo não pode ser acionado nos últimos 30 minutos da sessão; caso a interrupção ocorra durante a última hora, o horário de encerramento poderá ser prorrogado. As negociações são retomadas após a suspensão por meio de um leilão de abertura, com duração determinada pela B3.
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