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Ataques em massa miram repositórios no GitHub; 61 atingidos em 1 hora

Uma campanha coordenada de ataques cibernéticos atingiu 61 repositórios públicos no GitHub em menos de uma hora. A descoberta foi feita por pesquisadores da empresa de segurança Radware, que identificaram pelo menos 83 investidas contra projetos amplamente uti

Waesy
Luísa Giraldo
•08 de novembro de 2026•4 min de leitura•Fonte Verificada
Ataques em massa miram repositórios no GitHub; 61 atingidos em 1 hora
Foto: Luísa Giraldo

A maior parte das ações maliciosas ocorreu durante um intervalo de 43 minutos no dia 1° de setembro. De acordo com o levantamento divulgado pelo veículo The Register nesta quinta-feira (29), 67 itens maliciosos foram publicados durante o período, e outros seis surgiram logo depois.

O método adotado pelos criminosos chamou a atenção dos pesquisadores pela novidade e pela automação. Os atacantes publicavam problemas, solicitações de extração ou comentários contendo comandos maliciosos escondidos em marcações de comentários em HTML, o que impedia que o conteúdo ficasse visível na página principal.

Assim, sempre que um repositório tinha uma brecha de segurança, o sistema do GitHub rodava o comando escondido sem que ninguém percebesse. Essa ação permitia roubar informações importantes de acesso e enviá-las para os computadores dos cibercriminosos.

O vice-presidente e pesquisador da Radware, Gabi Nakibly, explicou que “o fluxo de trabalho é acionado automaticamente em um segundo e, se o fluxo for realmente vulnerável, o ataque é executado com sucesso”.

O especialista acrescentou, em entrevista ao The Register, que o objetivo final consistia em obter credenciais para alterar o código dos repositórios : “Nosso palpite é que o objetivo final era um ataque à cadeia de suprimentos em que o invasor ganha credenciais para o repositório e, então, tem o poder de alterar o conteúdo, o código, como desejar”.

Entre os projetos afetados estão nomes conhecidos no mercado de tecnologia, como Google LangExtract, Trivy, navegador Brave, MLflow e a ferramenta Podman. Zvika Babo, outro pesquisador envolvido na instituição, destacou que qualquer pessoa com uma conta na plataforma conseguia tentar a investida. “Basicamente, qualquer usuário com uma conta no GitHub pode tentar executar este ataque, e é muito fácil iniciá-lo”, declarou.

As equipes de desenvolvimento precisam redobrar os cuidados com a segurança dos fluxos de automação. Para Babo, os desenvolvedores devem tratar conteúdos externos como fontes não confiáveis e restringir o acesso a segredos e variáveis sensíveis. Em contrapartida, Gabi Nakibly concluiu que a única forma de defesa consiste em garantir que o código dos fluxos de trabalho seja resistente e imune a esse tipo de falha.

Fonte original: Luísa GiraldoVer notícia na íntegra
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