ARM propõe elevar taxa da Qualcomm em até 15 vezes, o que pode encarecer chips Snapdragon
Disputa judicial busca fixar novos contratos de licenciamento até 2040, com estimativas de custo por unidade saltando de US$ 1,88 para US$ 28,20.
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Proposta de reajuste
A ARM busca multiplicar em até 15 vezes a taxa cobrada por chip da Qualcomm, com novos contratos que se estenderiam até 2040, segundo informações apresentadas no processo judicial. A mudança pode pressionar os custos de fabricação de processadores Snapdragon e, dependendo dos desdobramentos, afetar os preços de aparelhos que utilizam esses componentes.
Estimativas de custo
Segundo o analista John Dorbal, os detalhes surgiram durante os argumentos apresentados no tribunal. Atualmente, a Qualcomm pagaria à ARM até US$ 1,88 por chip. A proposta atribuída à ARM elevaria o valor máximo para US$ 28,20 por unidade em um contrato válido de 2027 a 2033. Para o período entre 2034 e 2040, a tarifa seria equivalente a 34,5 vezes o valor máximo pago atualmente, chegando a US$ 64,86 por chip.
A Qualcomm ofereceu à ARM um pagamento único de US$ 250 milhões para congelar a tarifa do ARMv10 no futuro, proposta recusada pela ARM, que busca implementar as novas condições de licenciamento. O conflito envolve os termos comerciais para o uso da propriedade intelectual da ARM nos processadores da Qualcomm, arquitetura presente em grande parte dos chips usados em smartphones.
O impacto nos preços finais dos celulares dependerá do resultado da disputa judicial, dos termos finais dos contratos e da capacidade da Qualcomm de absorver ou repassar os custos. Por enquanto, os valores relatados devem ser tratados como cifras discutidas no processo e estimativas baseadas nas informações disponíveis, não como tarifas definitivas já implementadas.
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