Wētāpunga, inseto mais pesado do mundo, tem status de conservação alterado para 'em crescimento'
Programa de 15 anos na Nova Zelândia liberou 11 mil exemplares em áreas protegidas, revertendo décadas de declínio populacional causado por predadores e expansão agrícola.
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O wētāpunga, considerado o inseto mais pesado do mundo, apresentou sinais de recuperação populacional na Nova Zelândia após décadas de declínio. Um programa de conservação, liderado pelo pesquisador Chris Green do Departamento de Conservação da Nova Zelândia (DOC), criou dezenas de milhares de exemplares em cativeiro ao longo de 15 anos. Os resultados do trabalho foram publicados no New Zealand Journal of Zoology.
Reclassificação do status
A iniciativa resultou na mudança do status de conservação da espécie. Segundo o DOC, a classificação do wētāpunga (Deinacrida heteracantha) passou de 'nacionalmente em perigo', em 2004, para 'nacionalmente em crescimento', em 2022. O departamento classifica o animal como o maior ortóptero do mundo, grupo que inclui grilos e gafanhotos, e destaca que a espécie é endêmica da Nova Zelândia.
Translocações e habitat
O estudo envolveu 45 translocações para áreas protegidas, incluindo ilhas sem predadores e reservas cercadas. Cerca de 11 mil animais foram soltos em 10 novos locais na natureza. A expansão da agricultura havia destruído parte do habitat natural do inseto, que já esteve distribuído por partes da Ilha Norte, antes da introdução de predadores como ratos e doninhas, que provocaram o desaparecimento das populações em diferentes regiões.
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