Viúva de Lito Sousa justifica retenção de áudios de queda de jatinho nos EUA
Mila Sousa argumenta que a divulgação das gravações da tragédia em Lake Worth Beach expõe o sofrimento das famílias e questiona a autenticidade dos arquivos circulantes.

A queda de um Learjet 60 em Lake Worth Beach, na Flórida, nos Estados Unidos, deixou nove mortos no domingo (1º). A aeronave havia decolado de Austin, no Texas, com destino às Bahamas. Durante o voo, os pilotos relataram condições de gelo e turbulência moderada, declararam emergência e informaram a perda rápida de altitude antes do impacto, segundo registros das conversas com os controladores de tráfego aéreo.
Mila Sousa, viúva do jornalista Lito Sousa, explicou a decisão de não divulgar os áudios das comunicações da cabine, que circulam amplamente nas redes sociais. Em declaração, ela afirmou que, embora a curiosidade seja um traço humano, a exposição das gravações carrega o sofrimento das pessoas envolvidas. "A gente pensa, principalmente, nos familiares que estão no ápice do seu sofrimento vendo todas essas informações sendo amplamente divulgadas sem nenhum critério", disse.
Questões de autenticidade e legislação
A viúva também questionou a veracidade dos arquivos em circulação, apontando a falta de confirmação de autenticidade. Segundo Mila, nos Estados Unidos, monitorar frequências de rádio não é ilegal, mas a divulgação do conteúdo captado sem consentimento prévio pode configurar infração. O canal de Mila Sousa informou que seguirá publicando informações sobre o acidente com base exclusivamente em dados oficiais.
O órgão responsável pela investigação do caso nos Estados Unidos é o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB), equivalente ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) no Brasil. A viúva de Lito Sousa afirmou que o canal pretende aguardar as conclusões e os relatórios preliminares do NTSB antes de emitir novas análises sobre as causas da tragédia.
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